O Boletim Climatológico disponível na página do IPMA na Internet diz que Setembro registou uma temperatura média máxima de 27,49 graus Celsius.

O valor mais alto da temperatura máxima do ar ocorreu no dia 7 de Setembro, com 33,1 graus Celsius (mais 6,8 graus em relação ao normal).

Em termos de pluviosidade, o mês de Setembro foi 70% mais seco que o normal, registou apenas 621,8 milímetros de chuva, o nono valor mais baixo desde 1931, segundo é referido no boletim.

Com estes resultados, o IPMA classifica mais de 80% de Portugal continental em estado de seca severa.

Segundo o IPMA, a 30 de Setembro cerca de 81% do território estava em seca severa, 7,4% em seca extrema, 10,7% em seca moderada e 0,8% em seca fraca.

Segundo o IPMA, em 30 de Setembro grande parte das bacias hidrográficas do território nacional sofriam de seca severa.

O IPMA justifica que a conjugação do calor e a falta de chuva teve como consequência a ocorrência de valores altos de evapotranspiração e valores significativos de défices de humidade do solo.

No documento, o instituto realça que a 30 de Setembro se verificou que em grande parte das regiões do interior e no sul de Portugal continental os valores de água no solo eram inferiores a 20%.

O governo já admitiu que o país está a atravessar uma fase difícil no que respeita aos recursos aquíferos, há zonas do país em risco iminente de ficar sem fornecimento público de água, como é o caso do distrito de Viseu, por exemplo onde os concelhos servidos pela barragem de Fagilde estão praticamente sem água.

A seca já levou o Governo a decretar apoios excepcionais aos agricultores para captação de água, nomeadamente nos distritos alentejanos de Évora, Beja e Portalegre e nos concelhos de Alcácer do Sal, Grândola e Santiago do Cacém, banhados pelo Sado.